quinta-feira, 17 de novembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
domingo, 13 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
«Ombweti
yateka.» Esta expressão Umbundu, que se pronuncia tal como se escreve,
significa literalmente que a bengala está partida. Emerge do sentimento de
perda e o consequente vazio que deixa a fonte de apoio. Em alguns meios, não se
imagina o dia-a-dia de um homem sem ter consigo sempre presente uma faca e um
pau (aqui homem entendido antropologicamente como macho, a quem a sociedade
atribui, entre outros, o papel de protector). Do ponto de vista alegórico,
podíamos dizer que ela remete originalmente à relação de pertença/dependência
do ser humano para com a natureza, à qual vai buscar um pedaço inerte para se
equilibrar diante do risco de tombar. O ser humano não é se não pertence. Esta
explicação poderá não fazer muito sentido a quem já domine profundamente a
língua, conhecendo o contexto inequívoco em que se justifica a utilização da
expressão «Ombweti yateka». Mas alguns de nós só a ouvimos pela primeira vez
enquanto trecho de uma música de pranto, de Justino Handanga, onde o artista
chorava a morte de Valentim Amões, o empresário que mais se sensibilizava com a
carência profissional dos músicos do Huambo. Concluindo, a expressão «Ombweti
yateka» é usada para dizer que perdemos a pessoa que nos servia de refúgio.
Lembrei-me disto a propósito de Valeriano Manuel, 63 anos, o último em vida dos
seis filhos do velho Manuel Patissa. Nada mais restou. «Ombweti yateka».
www.ombembwa.blogspot.com
sábado, 5 de novembro de 2016
"Ndingende / ñwete ombweti/ yapama/ Oyo ekolelo lyange / ñwatelela kombweti yange/ nuñamenlã kohunyã yange / ovitangi / ka vi ka nateke / ndingende /ndisya olwali"
TRADUÇÃO
Sou caminhante / tenho uma bengala firme / é a minha fé / apoio-me na minha bengala / socorro-me da minha moca / que os problemas não me estorvem / sou passageiro / estou fadado a deixar o mundo
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Eci
pakapita osimanu okuti umwe ulume wainda lokutila kupange, ceya petosi
lyokutundisiwa. Eye wakasanda cimbanda covosipitali oco opitise ocicapa ndamunu
akala lokuvela. Cimbanda weya okulinga eti epingilo lyaco lyuvalula kutima, omo
okuti ha yo ko onjila alongiwa layo vulandu wokulilongisa ukulihinsõ
wokusakula. Eye ulume walinga eti civalula vali enene ceci nda ka tukwatisa
vana vasaka. Eci pakapita akwim vatatu kwakukutu, cimbanda walawulula okuti
emenlã lyo cita kolo Dolares (USD 100) ha lyocili ko. Noke wavilikiya lenyeño
lyalwa: “Ove okanyihã emenlã lyolombongo lyensanda?!” Ukwavo watambulula okuti:
“Ocicapa wanyihã censanda vo…” www.ombembwa.blogspot.com
PORTUGUÊS
Humor |
TUDO POR IGUAL
Depois de
faltar uma semana ao trabalho e confrontado com ameaça de despedimento, o
cidadão vai ter com o médico e implora por uma justificação médica. O médico em
princípio diz que tal proposta é insultuosa por colocar em causa os seus
valores éticos. O cidadão convence o médico argumentando que não há valor ético
superior a salvar quem sofre. Passados trinta minutos, o médico nota que a nota
de cem dólares paga era falsa. Chama o cliente de volta, muito chateado.
"Caramba, meu! Você me dá um dinheiro falso?!" Ao que o outro
automaticamente reponde: "mas do documento também era falso..."
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
1.
UMBUNDU | Kefetikilo, ovo valisanga vokololo
PORTUGUÊS | No começo, encontraram-se na rua
ENGLISH | It all started as they met on the street
UMBUNDU | Kefetikilo, ovo valisanga vokololo
PORTUGUÊS | No começo, encontraram-se na rua
ENGLISH | It all started as they met on the street
2.
UMBUNDU | Eye wosapwila olondaka visonsa vokañunuñunu petwim
PORTUGUÊS | Ele segredou-lhe doces palavras ao pé da orelha
ENGLISH | He told her sweet secrets by the ear
UMBUNDU | Eye wosapwila olondaka visonsa vokañunuñunu petwim
PORTUGUÊS | Ele segredou-lhe doces palavras ao pé da orelha
ENGLISH | He told her sweet secrets by the ear
3.
UMBUNDU | Okwiya vafetika okuliyonja
PORTUGUÊS | A seguir começaram a seduzir-se
ENGLISH | Next they started seducing each other
UMBUNDU | Okwiya vafetika okuliyonja
PORTUGUÊS | A seguir começaram a seduzir-se
ENGLISH | Next they started seducing each other
4.
UMBUNDU | Noke valisisita
PORTUGUÊS | E depois acariciaram-se
ENGLISH | Then they touched each other
UMBUNDU | Noke valisisita
PORTUGUÊS | E depois acariciaram-se
ENGLISH | Then they touched each other
domingo, 30 de outubro de 2016
UMBUNDU
| eteke twatundile okukulihinsa imbo lyo Mainz, vofeka yo Alemanha, muna
kosimbu umwe ulume londuko ya Gutenberg asovola ovikete vyokumyoñolõlã volwali
wosi upange wo "imprensa".PORTUGUÊS | excursão turística à cidade de Mainz, na Alemanha, onde no passado um homem chamado Gutenberg inventou a prensa, a máquina que viria a revolucionar na história universal a indústria da imprensa.
ENGLISH | excursion to the city of Mainz, in Germany, the land of a man named Gutenberg, who invented a machine that turned out to be a revolution in the world printing industry.
sábado, 29 de outubro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
UMBUNDU | Okupita vo lupale wo Lisboa, ko Putu, vungende wokutyuka konjo, ndalisangapo lovakamba vange. Cakala esanju lyalwa!
PORTUGUÊS | De passagem por Lisboa, em Portugal, já no percurso de regresso à casa, encontrei-me com as minhas amigas. Foi uma alegria enorme!
ENGLISH | Passing through Lisbon in Portugal, in my trip back home, my friends were there to see me. It was such a great joy!
terça-feira, 27 de setembro de 2016
terça-feira, 20 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
O serão é o momento cultural mais formal entre os ovimbundu. É praticamente um dogma, só de noite é permitido contar estórias e adivinhas. Diz-se mesmo que quem o fizer durante a luz do dia corre o risco de lhe nascerem chifres (nada relacionado com o sentido de traição). Cá por mim, julgo que será uma estratégia de o entretenimento não prejudicar o horário do labor. Alguém então propõe, por exemplo:
"Alupolo!" (minha adivinha!)
"Wiye!" (Venha!)
"Nditãi kesinya, ndinyanyomõlã alensu." (Encontro-me na outra margem a abanar lenços.)
"Ina yukwene, nda enda epenle, ku koyole." (Se a mãe de outrem está em carência de vestuário, não te rias dela)
E a roda do diálogo gira com tudo o que de metafísico se reveste, vista a tendência de serem os mesmos contos e fábulas cantados, adágios e adivinhas, mas que, entretanto, não perdem o poder de suscitar o mesmo respeito, medo, fantasia e vontade de voltar a ouvir.
"A metáfora é um poema em miniatura", como muito bem a caraterizou Monroe Beardsley, citado por Paul Ricoeur (no livro Teoria da Interpretação, o discurso e o excesso de significação, edições 70, Lisboa, Portugal, 2009)
Ovilamo! (cumprimentos)
Gociante Patissa, Benguela 14.09.2014
terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
UMB: U okasi kepinli onduko yaye eye elye? Upange waye nye? (Onduko yaye) eye Salsiano Pereira, upange waye okuyevalisa asapulo.
POR: Como se chama o senhor do lado esquerdo? Qual é a sua profissão? Ele chama-se Salesiano Pereira, é profissional de informação (jornalista)
ENG: What is the gentleman on the left hand side’s name? What is his job? His name is Salesiano Pereira, he is a journalist.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
UMB: Mariane André oyo onduko yaye, wovolupale wo Lupito, okwete ongavelo yokwimba ovisungo.
POR: Mariane André é o nome dela, vive na cidade do Lobito e tem o dom de cantar.
ENG: Mariane André is her name, lives in Lobito, and is a gifted young singer.
(foto feita durante a gala de eleição da Miss Lobito 2016/17)
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
"Nda
vilya kwamãle, vinga. Eci vimãla vilya kwove" (provérbio Umbundu)
(Calomboloka:
nda ovinyama vilya/vinyõla vepya lya umwe olisungwe laye, kwatisako okuvinga.
Momo eci okulya kwapwile po, vatehenlã kwove)
Provérbio
Umbundu que corresponde a: "se a barba alheia arde, põe as tuas de
molho".
Tradução literal: se os animais comem/destroem lavra de outrem,
não hesites em enxotá-los, pois quando derem cabo de tudo, tua lavra não
escapa.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Quando
estiver a usar “oko” e “aka” para interjeição, você estará a fazer tudo, menos
acertar. É que tem crescido nos últimos tempos, principalmente na comunicação
coloquial das redes sociais, o uso de duas interjeições da língua Umbundu, as
quais pretendem transmitir simultaneamente admiração e reprovação. O que faz
confusão para quem acompanha com alguma acuidade é que se multiplica e populariza cada vez mais a
gralha. O correcto seria “hoko!” e/ou “haka!”, isso mesmo, com H, aspirado,
correspondendo ao português “Irra!”, “caramba!”. “Oko” tem outra função, a de advérbio de lugar, quer dizer lá. Por exemplo, “kwende oko” (vai lá mais
é). “Aka” também é pronome demonstrativo, quer dizer este ou esta, mas com
conotação diminutiva. Por exemplo, “okamõlã aka” (esta criancinha).
Talvez seja
já demasiado tarde para a presente chamada de atenção, olhando para a
experiência negativa no que respeita ao uso por empréstimo de termos e
expressões de origem africana (Bantu) à língua portuguesa. Geralmente, dada a
velha questão de status inclinado, a língua portuguesa acaba impondo
corruptela, na ausência de rigor ou interesse para um mínimo exercício de
pesquisa sobre o sentido, grafia e uso correcto da palavra, como ocorre por
exemplo com a palavra "kota" (irmão mais velho), que emprestada à
língua portuguesa virou "cota", facilmente confundida com indicador
estatístico.
Por favor,
quando quiser usar as palavras para expressar admiração/reprovação, não coma o
H, se faz favor. É “hoko!” ou “haka!”.
Gociante
Patissa. Benguela, 17 Agosto 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
UMBUNDU: "A ndombwa kolela / a ndombwa kolela / vonjo likalyove weh / ka cilingi cimwe / ka cilingi cimwe / otembo yokuloya weh"
TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS: Noiva aguenta, noiva aguenta, em casa sozinha, não faz mal é tempo de guerra. Esta mensagem é dirigida á noiva, contudo serve de incentivo para as tropas estacionadas na frente de combate
quinta-feira, 7 de julho de 2016
1. Do enquadramento
Foi lançado em nome do Blog Ombembwa Angola um concuro de
tradução baseado em aforismos e provérbios da língua Umbundu/recordados na
música «Latchimwe» do Trio Semba da Katombela». Esperava-se uma tradução que
levasse em conta o enquadramento contextual e não apenas a mera conversão de
palavras. O vencedor escolherá entre receber um mosquiteiro tratado, um
exemplar do livro ALMAS DE PORCELANA ou uma garrafa de amarula.
2. Do enunciado
2. Do enunciado
2.1. "U longa, longa, ka tava; wutatamenlã kohita / Wutatamenlã kohita /
eye wenda kimbo lyavo"
2.2. "Mãi wanduka lyahuka / omõla ka tava okulonga"
2.3. "Waveta etemo posi / waivalwisa olongunja"
2.4. "Ombinja yukwene / ndaño oco yafina ndati / ka yukupi epenle"
2.5. "Vapikaila u okuta / valongaisa una ukuyeva"
3. Dos concorrentes
3. Dos concorrentes
Apenas o amigo Felisberto Ndunduma Sakutchatcha arriscou na tradução, pelo que reclama
a legitimidade do troféu. O parecer da organização é que o seu empenho vale
pela metade, pois o que se pretende com os provérbios é, fundamentalmente,
enquadrá-los no contexto sócio-antropológico. Respondeu ele da seguinte forma:
«1. Se a tanto conselho não aceita, educa-lhe no prato (na comida) e voltará
para a sua terra de origem; 2. Sou chamado "teimoso" pela minha minha
mãe, por mim ser difícil demais de aconselhar; 3. Quem bate a enxada no chão
faz lembrar aos camponeses o trabalho de cultivo; 4. Por mais linda que seja a
camisa de outrem, ela não te tira da carência de vestuário; 5. Cozinha-se para
quem se farta e aconselha-se quem ouve.»
4. Da nossa interpretação
4. Da nossa interpretação
2.1. "U longa, longa, ka tava; wutatamenlã kohita / Wutatamenlã kohita
/ eye wenda kimbo lyavo" - Se tu aconselhas, aconselhas e ela não
muda; então rejeita a comida dela/ Rejeitada a comida, ela abandona o lar e
regressa à procedência. (Trata-se de uma das lições transmitidas a partir dos
ritos de passagem aos futuros maridos, já que em termos de divisão de tarefas,
as refeições são a cargo da esposa e socialmente um indicador para aferir a boa
educação, hospitalidade e harmonia no lar. Logo, se o marido não come em casa,
é um desprezo passível de separação.)
2.2. "Mãi wanduka lyahuka / omõla ka tava okulonga" - A minha mãe alcunhou-me "Traquinas", o filho que não ouve conselhos. (Em sociedades tradicionais, onde os mecanismos de responsabilização e sanção operam pela via verbal, o conselho dos pais enquanto molde moral têem um valor universalmente enorme.)
2.2. "Mãi wanduka lyahuka / omõla ka tava okulonga" - A minha mãe alcunhou-me "Traquinas", o filho que não ouve conselhos. (Em sociedades tradicionais, onde os mecanismos de responsabilização e sanção operam pela via verbal, o conselho dos pais enquanto molde moral têem um valor universalmente enorme.)
2.3.
"Waveta
etemo posi / waivalwisa olongunja" - Quem bate a enxada no chão
reaviva a memória dos camponeses. (Estamos em presença da celebração do gesto,
por um lado, e do enaltecimento de uma ferramenta que representa muito na
economia rural.)
2.4.
"Ombinja
yukwene / ndaño oco yafina ndati / ka yukupi epenle" - A camisa de
outrem, por mais linda que seja, não te supri da carência. (Quer isto dizer que
é preciso conquistar as coisas passo a passo e não cultivar a cobiça, que
normalmente é parcial)
2.5.
"Vapikaila
u okuta / valongaisa una ukuyeva" - Há que confeccionar alimentos
para aquele que sabe o que é estar saciado; há que aconselhar quem sabe ouvir.
(Aqui parece escusado o enquadramento).
5. Do resultado
Ponderadas as questões numa relação de expectativa-resultado, o
prémio é entregue ao único concorrente, Felisberto Ndunduma Sakutchatcha, COMO
FORMA DE ESTIMULAR A EXERCITAÇÃO DA NOSSA TRADIÇÃO ORAL. Terá ele dois dias
para confirmar o que deseja receber, entre um mosquiteiro, um exemplar do livro
ALMAS DE PORCELANA ou uma garrafa de amarula.
Gociante Patissa
sábado, 25 de junho de 2016
Leva-se ao conhecimento de possíveis fazedores
de música genericamente conhecida como tradicional e que procurem a promoção
das mesmas o seguinte: (1) Sua excelência eu colabora (a título voluntário e
não remunerado) com um programa do Canal A da Rádio Nacional de Angola,
programa este emitido aos sábado a partir das 18 horas, com reposição à madrugada
de domingo, de Luanda para todo o país. Há três décadas no ar, este programa da RNA tem
como vocação a recolha da tradição oral e etnomusical de Angola; (2) O meu
poder do colaborador limita-se a recolher, elaborar uma pequena sinopse, caso o
conteúdo esteja numa das línguas que domino, e posteriormente remeter à realização do programa, a quem cabe a decisão final de divulgar (ou
não) mediante a sua qualidade. Por exemplo, este mês de Junho promovemos na
região sul dois artistas, o Kupeletela (do Bocoio) e Morais Camambala (do Huambo
e radicado na África do Sul); (3) Sua excelência eu não cobra rigorosamente
nada, nem se devia nunca cobrar, mas também não garante pagamento de direitos
de emissão. Em caso de interesse, o e-mail para remeterem as músicas em formato
Mp3 é patissagociante@yahoo.com
Ainda
era só isso. Obrigado.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
domingo, 12 de junho de 2016
ALGUNS TRECHOS: "nakalungu/ nakacekele/ cukwavo olya/caye osoleka (...) cananga mo ceci/olongombe vipokola komunu/omunu ka pokola kwisya yaye/ la ina yaye" (o espertalhão é dinâmico, guarda o que é seu para comer o que é do outro (...) o que me deixa perplexo é que o boi obedece ao ser humano, o ser humano desobedece ao pai e à mãe"
Declaração de interesses: faço este convite na minha condição de ouvinte e colaborador do programa. Por outro lado, estou ainda ligado ao músico Kupeletela por laços familiares, ele é primo meu.
terça-feira, 7 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
"YILO OFEKA YAKAPUNGU LA NGWALI" (máxima Umbundu dos suspiros da minha mãe) - Este é o país do milho e da perdiz.
Enquadramento: o milho já sabe que é vulnerável à gula da ave e conforma-se com a sua sorte.. A ave sabe que não cultivou o milho e que este não esgota, mas também não abranda a gula e investe em longos vôos. No final, cada um a seu jeito faz a história.
Enquadramento: o milho já sabe que é vulnerável à gula da ave e conforma-se com a sua sorte.. A ave sabe que não cultivou o milho e que este não esgota, mas também não abranda a gula e investe em longos vôos. No final, cada um a seu jeito faz a história.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
«OHOMBO YACITA UTEKE, OCIVALO TUTALA LOMENLE» - (adágio Umbundu) - Pariu
a cabra de noite, é pela manhã que descortinamos a aparência do filhote.
Enquadramento: geralmente, é um apelo à paciência
em caso de dúvida, no sentido de que a verdade vai, mais tarde ou mais cedo,
emergir. Usa-se também em casos de negação da paternidade durante a gravidez.
sábado, 21 de maio de 2016
"Omõlã wange ukãi oco ndutekula lika lyange, nda ovela ndilupokako; pwãi eci akatelinsã ño 14 anos, kwiya ale ombulutu yimwe yupundola. Ame oco utwe unokota calwa!"
(Sustento a minha filha sozinho.Quando ela está doente me viro até ela ficar bem! Mas quando completar 14 anos, virão insurretos para a conquistarem. Quando penso nisso fico com a cabeça dorida... Tentei)
quarta-feira, 18 de maio de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
«Si ka ivale ko
okuti kilu lyeve ndukombe
ndipita ombamba
ndonelehõ yakala lomenle
kekumbi ka yi ko vali
yowuka lutanyã
mwapita ofela
noke yaloluka»
TENTATIVA DE TRADUÇÃO
Que eu não me esqueça
de que sou hóspede na face da Terra
de efémera passagem
como a flor que sorriu de manhã
De tarde não se viu
com o sol murchou
o vento bateu
e ela ruiu.
terça-feira, 3 de maio de 2016
"La
umwe ongendela / La umwe ongendela / ndimõla wonganga weh / La umwe ongendela
yeleh / citeketeke opitu yasika"
1.
Alguém para traduzir e enquadrar o género do personagem dentro do contexto?
PS:Ninguém me procura ou me conquista/ ninguém
me procura ou me conquista/sou filha de feiticeiro/todos dias /todas as
manhas/o apito toca ou a galinha canta. ass:# vlbs divel
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Para os meus amigos, conhecidos e leitores em geral no solo brasileiro, finalmente está nas bancas o livro "Almas de Porcelana", que reúne poesia do escritor angolano Gociante Patissa através dos livros Consulado do Vazio (KAT, Benguela 2008), Guardanapo de Papel (NosSomos; Vila Nova de Cerveira, Portugal 2014), alguns inéditos, bem como textos dispersos em Antologias e revistas publicadas em Portugal, Brasil e Moçambique. Para mais informações, queiram contactar directamente a loja virtual da editora Penalux Grato pela aposta, carosTonho França e Wilson Gorj
terça-feira, 19 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
O primeiro passo para se chegar à serra. Haja estaleca
Adrenalina ao rubro, para quem está de chinelos e se arrisca à picada de serpente
Pormenor da piscina ou lagoa do Atuki, um importante fenómeno natural, que infelizmente corre o risco de ver o seu ecossistema enfraquecer, uma vez que os banhistas, embora poucos, conspurcam a nascente com lixo de vária ordem
Uma selfie para a posteridade com o amigo Albano Sapondiya
A piscina, também conhecida por lagoa do Atuki, faz a delícias dos miúdos e não só
Na hora de descer da serra, a velhice usa as pernas para impôr um descanso
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