À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ocilongwa kUmbundu: "Caku kemba Cimbanda, otulo opekela”


Ocilongwa kUmbundu: "Caku kemba Cimbanda, otulo opekela”

Adágio Umbundu (tradução literal): você pode dormir sossegado com base na mentira de um médico [Nota: “cimbanda” tanto vale para terapeuta tradicional como para médico convencional].

Oku civangula kumbundu, vakwetu va kikongo vati cikondombolo okwa tupu, ka culimbi okuti watunda vesaila

(Trazendo a lição em Umbundu, os irmãos da etnia Kikongo dizem que por mais que o galo cante, não pode esquecer que veio do ovo).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Simeão Chimbinda aconselha estudo sobre atribuição de nomes


Fonte: Voz da América — “O Nome na identidade Umbundu. Contributo Antropológico” é o título da mais recente obra escrita pelo Padre e Antropólogo Jorge Simeão Ferreira Tchimbinda.

A obra segundo o autor é um contributo à onomástica bem como à identidade cultural dos povos de Angola, principalmente os falantes da língua Umbundu.

O desrespeito às normas gramaticais da língua (relativamente ao número e ao género) no acto de atribuição de nomes e apelidos motivaram o Padre Simeão Tchimbinda a fazer uma pesquisa aturada sobre o assunto, o que resultou na publicação desta obra em 2009 esclarecedora desta problemática.

O Sacerdote subdividiu em três grupos os nomes quanto ao género na língua Umbundu:
1. Os que devem ser atribuídos apenas aos rapazes (que têm nas iniciais Sa, Se ou So).
2. O segundo grupo é constituído pelos nomes aplicados somente a pessoas do género feminino (têm como iniciais Na, Ne e Nó).
3. O terceiro é composto pelos Uniformes, que tanto servem para homens como para mulheres.

No seu livro, cuja reedição está para breve, o Padre Simeão Tchimbinda faz referência à atribuição do nome aos recém-nascidos, de acordo com a lei angolana.

Segundo a lei angolana os nomes próprios ou pelo menos um deles deve ser em língua nacional ou em língua portuguesa. Mas, muitos são os cidadãos que se deparam com uma constante rejeição de nomes, sejam nacionais ou estrangeiros em muitas conservatórias do país, em desrespeito à identidade e à cultura de alguns povos.

O Antropólogo Simeão Chimbinda aconselha um melhor estudo e divulgação da lei sobre atribuição de nomes para se evitar atritos inúteis.

A atribuição de nomes na cultura umbundu, segundo o autor é descontínua, diferente da cultura europeia que impôs aos angolanos o conceito de apelido, que em muitos casos representa um atropelo à gramática.

Para o sacerdote o acto de nomeação configura uma compensação para os povos do sul de Angola.

Ainda neste livro, o sacerdote aponta alguns aspectos que põe em perigo às regras de atribuição de nomes na Língua umbundu com a imposição de apelidos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Crónica: SE O MEU AVÔ VIESSE A JERUSALÉM


Nascido em 1916, foi-lhe impingido o ano de 1922 pelo registo civil, que entendeu ser a data que mais se adequava à sua aparência física. Esta é das tramas que tornam interminável a vivência de Manuel Patissa, meu avô paterno e patriarca da família. O que por ora interessa é olhar para o velho sob dois primas, o antropológico e o religioso.

Quis o meu pai que eu fosse “sando” (xará) do pai dele, o que me dá um certo estatuto. Entre os ovimbundu, ser xará de alguém é mais do que replicar o nome. O ritual começa com “oku katwala onduko kusando” (levar o nome ao xará, que é quando o casal entrega oferenda simbólica à casa da pessoa escolhida e oficializa o apadrinhamento para toda a vida). Espera-se que o casal dedique à criança tratamento proporcional à consideração devida à (ao) “sando”. Maus-tratos e excessos no exercício da autoridade paterna são passíveis de multa, e mesmo renúncia do nome para casos mais graves. Ora, sendo eu pai do meu pai, não me podiam incumbir tarefas como lavar a loiça, sobretudo a partir do momento em que o “sando” foi morar connosco. Yes!

Escapa-me um sorriso, maldoso talvez, quando recordo duas cenas. O bairro da Santa Cruz, no Lobito, é algo representativo em termos de denominações religiosas, e com isso a repetição em ser abordado para conversão. Meu avô atendia qualquer evangelista.

Certa vez, dois Testemunhas de Jeová deixaram folhetos e remissão à bíblia, conforme sua doutrina. Dias depois, voltaram para seguimento. O pai leu? Teriam questionado. Sim, responderia o velho. E então, que conseguiu interpretar? Sereno, o velho disse: entendi mesmo que é assunto de Marcos 13:22, surgirão falsos profetas (…) para enganar, se possível, os escolhidos. Provavelmente ofendidos, nunca mais passaram.

Numa outra ocasião, o velho foi abordado por pregadores da Igreja Apostólica, cujos membros usam barba comprida, cabelo rapado, bengalas e dançam (descalços e de batinhas brancas) sobre fogueira durante o culto. Depois de os despachar, o avô veio resmungar connosco. Então a pessoa vai-me dizer que é apóstolo? Eu também não sou? Apóstolo não é quem segue os ensinamentos de Deus e prega o evangelho?

O que os pregadores não sabiam era que tentavam converter um catequista da IESA (Igreja Evangélica Sinodal de Angola), que dedicou toda a vida louvando e cuidando de sinagogas. Em seu entender, os pregadores da cidade gostavam de batalhas fáceis, indo a quem já tinha igreja, ao invés de salvar os bêbados, ladrões e outras almas perdidas, de modo a mostrar-lhes o caminho de Jerusalém (pronúncia Umbundu, /ye-lu-salãi/).

Mas que ideia teria de Jerusalém? Bem, se o meu avô viesse a Jerusalém, ouviria que apóstolo não é necessariamente quem prega o evangelho, porquanto o novo testamento, parte considerável de sua doutrina, não tem valor nenhum para os donos da terra, não o leem; saberia que os judeus não saem à rua para conquistar fieis; ouviria que para os hebreus, maioria demográfica e ideológica, Jesus Cristo não é reconhecido como o Messias, que o novo testamento tem mais mistérios do que revelações; perceberia que a tão almejada Jerusalém não imagina sequer que a sua igreja existe. Mas não há dramas, porque se o meu avô viesse, seria um milagre, que ele também já não está em vida.

Gociante Patissa, Jerusalém 13 Fevereiro de 2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

"Nda opongiya ocipito co kulomba yolapo , momo vakwakuñongalãla apo vali"

Quando organizares uma festa não contes apenas com os convidados , porque os "pato " sempre lá estarão. (adágio Umbundu recolhido por Bernabe Sambuio Chinjengue

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"A Sondondo, tumalenlã opo; oku avela oku lete" (ocilongwa kUmbundu)


"A Sondondo, tumalenlã opo; oku avela oku lete." - Ó fulano, sente-se no seu canto;  quem tiver tem algo a te dar nota tua presença." (ocilongwa kUmbundu - adágio Umbundu)