À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Recordando o fantástico na canção de Carlos Burity

Foto de autor desconhecido
“Owima/ owima/ ocimboto caminga ekaya/ hati/ Burity/ sipiseko” (Umbundu) – É azar, é azar! O sapo pediu-me tabaco, dizendo, Burity, deixa-me fumar um pouco do teu cigarro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"Nda wapumba, ku kateye ohonji"

Imagem de autor desconhecido
"Nda wapumba, ku kateye ohonji" (adágio Umbundu) - não é pelo fracasso na caça que vais quebrar o arco.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Ombangulo yaco yife" (que morra por aqui tal conversa)

História de Angola: Os planaltos centrais, epicentro de uma forte sinergia humana


É um dos factos que pode ser retido da leitura da obra “Os Ovimbundu de Angola. Tradição, Economia e Cultura Organizativa” do sociólogo Moises Malumbu, atualmente, acomodado no Vaticano, livro que acaba de reeditado em Roma, nas Edizioni Vivere In.
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Por: Simão SOUINDOULA, Historiador e Perito da UNESCO
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Estalando-se sobre 358 páginas e prefaciada pelo Professor Manuel Laranjeira Rodrigues de Areia, da Universidade de Coimbra, esta publicação e constituída de três partes, essenciais, segmentadas numa quinzena de capítulos.
Este conjunto e completado por uma serie de mapas, particularmente, instrutivos, tais como o do espaço de evolução proto-histórica dos Ovimbundu, da integração dos Jagas, a carta, pouca aproveitada do francês Guillaume Deslile, de 1708, das famosas rotas comerciais, da sua expansão ate meados do seculo XX, da sua articulação com o leste produtor da neo-esclavagista borracha k’ovava ekenha e da sua vintena de chefaturas, a exemplos do Mbalundu, Ndulu, Viye, Wambu, Ngalangi, Kakonda, Kalukembe, Tchikuma e Tchikaya.
Malumbu, doutor na Universide Angelicum da Cidade Eterna inseriu, na sua obra, o famoso quadro, recapitulativo, de autoria de Childs, sobre os reinados de mais de 200 Elombe em cinco dos mais importantes Usoma, de 1650 a 1700 ou 1750.
Por não ter tido acesso ao nosso estudo sobre « Migrações, fusões e fundamentos históricos antigos dos povos bantu ocidentais’ publicado na Muntu, n 2, 1er semestre 1985, sobre a nossa hipótese de constituição anthropo – linguística, genesis, pré - ovimbundu, Malumbu insiste, com razão, na viril fagocitose dos rudes guerreiros Jagas nas entidades sociais dos Planaltos, sobretudo depois da sua expulsão do Kongo e a sua imparável descida para as regiões do centro e sul.
Com efeito, os Ayaka imprimiram uma nova dinâmica política, militar, comercial, social e religiosa aos tranquilos Planaltos. Perpetuarão, naturalmente, o eixo, nortenho, o do olongoya, sobretudo com seus irmãos, notoriamente, assimilados, os Imbangalas de k’Ekole lya Kasandji, com a sua próspera, esclavagista, Feira.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Discutindo antropologia na região centro e sul de Angola


Q1: O chifre na campa de alguém significa que a pessoa foi criadora de gado, ou que perdeu a vida em incidente envolvendo gado bovino?

Q2: Que representa a cruz (a pessoa foi cristã, ou apenas um daqueles ritos, como o Natal, observados por cristãos e não cristãos)?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Oratura: UMBUNDU - Onduko Kwayela yalomboloka nye? / PORTUGUÊS: Qual é o significado do nome Kwayela?


Oratura: UMBUNDU
Onduko Kwayela yalomboloka nye?

Casyata oku yevalisiwa okuti olonduko, kowiñi watyama ko Bantu, ka viya ño ndoto. Konepa yOvimbundu, twa syata oku lekisa, pokati kava vainda lo kutanga evi tu nenãnenã, ensinimwinlõ lyolonduko, cikale evi tuyeva volohango, cikale evi tusanga mwakongamenlã. Olonduko vimwe vikasi alusapo, vyakwavo visitulula ulandu, ndeci kovoyaki kotembo yupika wa cikolonyã, etc.

Etali nda nenã onduko yimwe yakãi, yina okuti poku yililongisa cakala esanju linene calwa, omo akuti oyo vo onduko ya hulukãi wacita ina yange, una okuti ndokulihã ño velitalatu. Kwayela yatyama ko “oku yela”, calomboloka okuti ekova lyomunu ka litekãvã ño calwa, ale pamwe kwaca ale, cipita oko cimolehã. Pwãi konepa yakwavo, calomboloka okuti okulya kwaliminlwe kwapitinlã petosi lyo kungula, ndomo twa cikulihã okuti ovimbundu olongunja.

Ndamuna twamãlã oku lombolola, kuli olonduko vyelomboloko lyalusapo, ndeci mwenle cikasi ya Kwayela. Ya tyamenlã kolusapo wakuti, “kwayela osema, ovipula njala oko vili”. Osapi yondaka yeyi okuti, kwosi kuna kuyevalela epwiti, pwãi vatala ohali vasangiwa vo.

Gociante Patissa, veteke lye kwin la vikwãla, kosãi ya Sunsu, kunyamo wolohulukãi vivali kekwin la vitatu, vo lupale wo Lupito.

PORTUGUÊS
Qual é o significado do nome Kwayela?

Tem-se dito que os nomes tradicionais Bantu não surgem por acaso. No que aos Ovimbundu diz respeito, tenho partilhado o significado de vários nomes, quer recolhidos na oralidade, quer em consulta bibliográfica. Há nomes proverbiais como tal, enquanto outros contam história, geralmente ligada às guerras anti-coloniais, etc.

Vamos hoje falar de um nome feminino, cuja descoberta foi um enormíssimo prazer. E digo porquê: porque é também o nome da mãe de minha mãe, que só passei a conhecer através de uma fotografia a preto e branco. Kwayela é da família do verbo “oku yela”, que significa também ser claro (ter tonalidade de pele clara); nessa linha, “kwayela” significaria que amanheceu. Entretanto, o conceito é mais conhecido pelo seu significado de estar-se pronto para colheita, ou não fossem os Ovimbundu um povo muito ligado à agricultura.

Assim, Kwayela vem do provérbio Umbundu, “kwayela osema, ovipula njala oko vili”, que podíamos traduzir como “onde a fuba abunda, há também famintos”.

Kwayela é, portanto, uma chamada de atenção para a dialéctica da vida.

Gociante Patissa, 14 de Janeiro de 2013, na cidade do Lobito

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Huíla: Línguas nacionais fazem parte do currículo escolar


Voz da América: O ensino das línguas locais em algumas escolas do ensino primário do primeiro e segundo ciclos, é uma realidade na província da Huíla. Para a consolidação do ensino das línguas locais, 120 professores irão a partir desta segunda-feira até 1 de Fevereiro próximo beneficiar de formação nas línguas Nyaneka-Humbi, Umbundu e Ngangela.

Academia de umbundo já tem terreno para instalações

Jornal de Angola14 de Janeiro, 2013: O director da Cultura no Huambo afirmou à Angop que a construção do edifício da futura academia de língua umbundu, para o qual já há terreno, depende do Ministério do sector, a quem foi apresentado o projecto.

Pedro Chissanga disse que a entrada em funcionamento da academia “valoriza e preserva a língua umbundo enquanto património cultural imaterial” e “ajuda a padronizar a escrita e a pronúncia desta língua”.

O director da cultura referiu ter esperança de, “talvez, nos próximos três anos” a academia estar a funcionar em pleno.O umbundu é uma língua bantu falada pela etnia ovimbundo que habita no centro e sul do país. O facto de um terço da população angolana pertencer a este grupo étnico, salientou, faz com que o umbundu seja uma das línguas mais faladas no país e usada por cerca de cinco milhões de falantes.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ocilongwa kUmbundu: "Ukwene nda opopya, ove vanjiliya kosi yelimi"

Ocilongwa kUmbundu: "Ukwene nda opopya, ove vanjiliya kosi yelimi"

Traduzindo literalmente a máxima Umbundu: Quando alguém estiver a falar, olha tu por baixo da língua.

Interpretação: o mais importante é registar a intenção de quem fala, ou seja, há que buscar a mensagem nas entrelinhas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Ocilongwa kUmbundu: “Pimbo nda pafa onjamba, ombangulo onjamba”

Ocilongwa kUmbundu: “Pimbo nda pafa onjamba, ombangulo onjamba”

Traduzindo literalmente este provérbio Umbundu: se morre um elefante na aldeia, a conversa é o elefante. Interpretação: os acontecimentos extraordinários tendem sempre a ser tema dominante.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ensaio: Dialectos, variações regionais e algumas barreiras entre os ovimbundu

Gociante Patissa, Lobito 11 Janeiro 2013

Em Angola, é comum usar o termo dialecto para designar as línguas nacionais de origem africana, remetendo-as implicitamente ao papel de subalternas da língua portuguesa. Por desconhecimento ou por preconceitos, é ponto assente que tal fenómeno é, mais do que problema linguístico, uma questão social e de políticas de Estado.

A caminho de quatro décadas de independência, urge esbater tal herança pejorativa da colonização portuguesa, de si célebre pelo investimento na fragilização da identidade cultural dos indígenas de então. Como defende MCCLEARY, Leland (2007: 11), “a sociolinguística não usa a palavra dialecto nesse sentido pejorativo. Para a sociolinguística, dialecto quer dizer, simplesmente, uma variação regional”.

Observemos que, segundo Fernandes & Ntondo (2002), citados em KAVAYA, Martinho (2002: 54), formam o grupo Ovimbundu, os va Viye, Mbalundu, Sele, Sumbi, Mbwei, Vatchisandji, Lumbu, Vandombe, Vahanya, Vanganda, Vatchiyaka, Wambu, Sambu, Kakonda, Tchicuma, e este grupo corresponde ao maior etnolinguístico angolano (acima de 4.500.000 pessoas) e comunica-se na língua Umbundu.

No contexto de poligamia, partilhamos várias vezes o mesmo tecto com outras mulheres de meu pai. Culturalmente, as “sepakãi” (rivais) são vistas como “irmãs mais-novas” de nossa mãe, a primeira esposa (sendo isso mais determinante do que a idade cronológica para o estatuto de “Ukãi watete” ou “ndona yukulu”, a principal do patriarca).

Se no princípio tratávamos por “tias” as outras esposas, uma posterior reprimenda do pai viria a fazer-nos mudar. (Não existindo designação correspondente a meio-irmão, as crianças de outros lares seriam nossas primas?) Passamos a trata-las por “mãmã” e a progenitora de “mãi”. Na verdade, não se tratou de invenção alguma nossa, pois é “mãmã” qualquer prima ou irmã da nossa verdadeira mãe, como seria “papai”, o nosso, e papa [pa:pa], seus primos e irmãos. Curioso é que mesmo que sejam do primeiro grau, irmã ou prima do nosso pai é “tia”, bastando apenas que não sejam do mesmo género.

Em 1992, a passar uma temporada na comuna do Monte-Belo, que dista cerca de cem quilómetros a leste do Lobito, senti-me intrigado por uma resposta, quando pretendia saber a ementa do jantar, mais concretamente o que seria acompanhante para o pirão de milho, que é invariavelmente a base das principais refeições no meio rural. “A mãmã, tulya la nye?” (Com que vamos comer?) A resposta foi: “Tulya mwenle lombelela” (literalmente, vamos comer mesmo pirão com conduto).

Ainda adolescente e com poucas noções de variações regionais, levei a resposta a mal, vendo nela um corte rude, que em Umbundu dizemos “oku tesula”. Foi nessa ocasião que passei a saber que a “tia”, oriunda da Chila, comunidade fronteiriça entre Va Cisanji (Bocoio, província de Benguela) e Va Sele (província do Kwanza-Sul), tinha percepção diferente, como adiante explica SAYANGO, Avelino:

Nas áreas do Huambo, Bié e Kaluquembe, o termo ombelela é usado para designar qualquer tipo de conduto que acompanha o pirão. Assim tanto serve para designar carne de vaca ou de porco, de ave, como feijão, ervilha, ovos preparados de várias maneiras, folhas de mandioqueira, de abóbora, cogumelos etc. Nas mesmas áreas, o número oito diz-se “ecelãlã” e o número nove “ecea”. Pelo contrário, nas áreas Hanya, Cisanji e Cilenge, o termo “ombelela” tem um sentido restrito. Designa a carne servida com pirão. Não se estende aos legumes ou verduras. Carne que se não come, não se designa por “ombelela”. Assim pode-se imaginar a decepção dum Cisanji, em casa de bieno, a quem se anunciou um almoço suculento de “ombelela” ao encontrar na mesa um prato de pirão com simples folhas de mandioca! (Sayango, Avelino, 1997: 8)

Por outro lado, "sekulu yange" significa, em Benguela, meu marido, ao passo que no Huambo é normal um menino dizer "sekulu yange", pois estará simplesmente a referir-se ao seu avô. Ainda na senda das diferenças, podemos acrescentar outra que tem que ver com tabús. O município do Bocoio, dos Va Cisanji, situa-se no centro, tendo a oeste o Lobito, setenta quilómetros, e a leste o Balombo, também à mesma distância. Se para os Va Mbalombo, a expressão “oku tutumunlã ketako” significa sacudir a poeira da região das nádegas, já para os Vacisanji tal seria um profundo disparate, porque interpretariam como sendo sacudir os órgãos genitais.

As barreiras que ora abordamos são de natureza semântica, susceptiveis que são de criar constrangimentos entre falantes do Umbundu, do mesmo jeito que o fenômeno ocorre em qualquer outra língua da humanidade.

Obras Citadas

 Kavaya, M. (2002). Educação, Cultura e Cultura do ‘Amém’: Diálogos do Ondjango com Freire em Ganda / Benguela / ANGOLA. Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas, como requisito parcial à obtenção . Rio Sul, Brasil: Pelotas.
McCleary, L. (2007). Curso de Licenciatura em Letras-Libras. São Paulo, Brasil: USP.
Sayango, A. (1997). O Meu Pai (Vol. 1). Luanda, Angola: Barquinho – Livraria Evangélica.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Opinião: Os parabéns pelo prémio, no meu caso, são fundamentalmente para o júri

Foto: gentileza de Edson Tadeu Bastos, ele também
um dos laureados (categoria de artes plásticas)

Fiquei à espera que meus amigos me mandassem fotos de ontem da outorga do Prémio Provincial de Cultura e Artes em Benguela. Devem estar a retemperar as energias.

Tenho recebido parabéns por ter sido indicado pelo júri para a categoria de ciências sociais e humanas, "pelo contributo na divulgação da língua local Umbundu, na perspectiva das tradições orais, através do conto e das novas tecnologias de comunicação e informação”. Não tinha a certeza quanto ao que seria a reacção do público, mas até agora tem sido de encorajamento. A família está sempre perto.

Entre outros, recebi agradecimentos de Alberto Ngongo por, uma vez mais, dignificar o Lobito; Recebi elogios por me assumir natural do Monte-Belo, Bocoio (meu documento diz natural da Equimina, Baía Farta); recebi abraços do bairro da Santa-Cruz, onde morei entre 1997-2008. Abracei Délio Batista, autor da capa do “Consulado do Vazio”, meu livro de estreia; abracei o Sr. Grilo, da tabacaria, Avelino Henriques, meu professor do curso intensivo de jornalismo em 2005. De Lilas Orlov recebi bom telefonema.

Vários outros gestos de carinho continuam a chegar, mas julgo que os parabéns pelo prémio, no meu caso, são fundamentalmente para o júri.

Primeiro, porque a literatura, ao contrário da música, não é tão fácil de acompanhar. A divulgação, sendo ainda débil, não contribui para que o público conheça o nosso trabalho como devia ser. Reparem que o livro de contos "A Última Ouvinte", editado em 2010 pela União dos Escritores Angolanos, onde está presente a tradição oral africana, já não existe em Benguela, esgotados que estão os quase 200 exemplares.

Somado a isso, o Jornal Cultura (das Edições Novembro), bem como a Revista Tranquilidade (do Comando Geral da Polícia Nacional), veículos em onde tenho crónica e ensaio publicados, não chegam ao grande público. Os blogues Ombembwa e Angodebates, onde partilho o que recolho da tradição oral africana, existem há mais de quatro anos, mas sabemos bem que poucos angolanos têm acesso à Internet, ou, se o têm, dedicam atenção à leitura de coisas do género. Em Abril realizei e conduzi na Rádio Benguela o "Espaço Literatura", meia hora semanal entre o livro e a tradição oral africana, o qual acabei suspendendo ao cabo de quatro sessões. Mas não é só isso.

Segundo, porque, sem deixar de considerar o espírito de equipa e a dimensão do patrono do prémio, a Direcção Provincial da Cultura, acredito que fez muita diferença, na minha indicação em particular, o papel de Armindo Jaime Gomes "ArJaGo" (historiador, docente, escritor, e editor). Como um dia me disse José Patrocínio, "em certa medida, as instituições não existem, senão em função das pessoas que as representam".

Estaria a faltar aos meus grandes deveres não mencionar isso. E continuarei nessa senda cosmopolita de dar e receber cultura por via da literatura e comunicação social.

Abraços
Daniel Gociante Patissa, Benguela 09.01.2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Pana paku patukile osãla, eci opita tê oku petama ko"

"Pana paku patukile osãla, eci opita tê oku petama ko" (máxima Umbundu) - tradução livre: ao passares por onde alguma vez te caiu o chapéu, há que inclinar ligeiramente o tronco (há que aprender com o tropeço, para prevenir os próximos). 

Etali eteke lyoviholo vyofeka vo Ngola

Omo lyaco, twanena esinumwinlo lya yimwe vali onduku yutundasyahunlu kUmbundu, ndomo tu citanga vekongamenla lya Francisco Xavier Yambo, in «Pequeno Dicionário Antroponímico Umbundu» , Editorial Nzila, Luanda, 2003. (Hoje é o Dia da Cultura Nacional em Angola. Por isso, partilhamos a explicação sobre mais um nome tradicional Umbundu, conforme apresentado no livro de Francisco Xavier Yambo, in «Pequeno Dicionário Antroponímico Umbundu» , Editorial Nzila, Luanda, 2003.)

KALUMBU – este é o nome dado a uma criança quando a mãe concebeu num período irregular do ciclo menstrual. Elumbu quer dizer surpresa: A mãe não conta com a criança e, de um momento para o outro, acha-se grávida. É um estado de gravidez após um parto normal. A mulher, nestas condições, a amamentar nem sequer sonha com o ciclo menstrual; no entanto, decorridos alguns meses após o parto, apercebe-se de que está grávida. Nestas circunstâncias, a mulher recorre àquela mulher que já teve gémeos, para trata-la, porque seu tratamento é igual ao dos gémeos  O conceito tradicional sobre esta ocorrência é o seguinte: a mulher ficava grávida com o sangue daquela criança que nasceu e é por isso que se considera como se fosse gémea, embora falsa.

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Teke ngenda kimbo kumãi/ vokahumba nduwambatela/ olosongo vyekumbi"

"Teke ngenda kimbo kumãi/ vokahumba nduwambatela/ olosongo vyekumbi" (No dia em que em eu for à terra de minha mãe, levo para ela na quinda raios de sol) - Trecho de um tema do cancioneiro popular Umbundu, retomado no estilo sungura por Tony Amado, com participação de Victor Bill.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

OLUSAPO: "Ohombo yilya opapelo, omunu olya olombongo"/ (ADÁGIO): “Cabrito come papel, gente come dinheiro”


UMBUNDU
"Ohombo yilya opapelo, omunu olya olombongo" (Olusapo Kumbundu). Esinumwilo: Kovaimbo, osapi yomwenyo womanu oku lima. Munu la munu wungula eci atalavaya pokapya, ale mbi pamwe nda okwatisiwa lepata. Oku pitinlã volupale, omunu olya nda wasanda apa asanga olombongo. Calinga ño ndohombo, yina okuti kimbo yilya amenlã, pwãi volupale yinyañulunlã olopapelo.

PORTUGUÊS
“Cabrito come papel, gente come dinheiro” (adágio Umbundu). Explicação: No meio rural, a chave da vida é o cultivo. Cada um colhe o que cultivar, ou talvez se tiver de ser ajudado pela família. Chegados na cidade, a pessoa só sobrevive se arranjar formas de obter dinheiro. É igual ao que acontece com o cabrito, que no meio rural se alimenta de folhas, mas na cidade fica a vaguear por papéis dispersos para comer.

Ocilongwa kUmbundu: "Cimboto tulemenla oku ywela, pwãi oku sonama kwaye mwenle"

Ao sapo pedimos apenas que não faça barulho. É nulo pedir que deixe de andar cócoras (Expressão Umbundu) 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Actualização sobre laureados do Prémio Provincial de Cultura e Artes, organizado pela Direcção Provincial de Benguela da Cultura


Em acta datada de 11 de Dezembro de 2012, o júri do Prémio Provincial de Cultura e Artes de Benguela, constituído por Armindo Jaime Gomes, Eliezer João Teca, Joaquim Pedro Teixeira, Ngongo Adérito Borges Fançony e Maria Imaculada Pereira, deliberou entre outros o seguinte:

CATEGORIA DE LITERATURA: “Foi apurada a escritora ANA PAULA DE JESUS GOMES – PAULA RUSSA, autora de «Amigos para sempre», edição da União dos Escritores Angolanos, por mérito de ser a única em Benguela a experimentar a modalidade infanto-juvenil”.

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: “Foi apurado o escritor GOCIANTE PATISSA, pelo contributo na divulgação da língua local Umbundu, na perspectiva das tradições orais, através do conto e das novas tecnologias de comunicação e informação”.

Outros laureados são o músico Neves (Tiviné), na modalidade da canção, o pintor Edson Tadeu Bastos “Watela”, na modalidade de artes plásticas, grupo Watunga Dance da Catumbela, bem como o grupo promotor de maratonas de teatros, construído por Esteves Quina, Cincero Muntu, Neves e Walale.

Conforme o regulamento, cabe a cada laureado o valor de 700 mil kwanzas (7 mil USD). A cerimónia de entrega do prémio marcada para 8 de Janeiro, coincidindo com a comemoração do Dia da Cultura Nacional.