À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Huíla: Línguas nacionais fazem parte do currículo escolar


Voz da América: O ensino das línguas locais em algumas escolas do ensino primário do primeiro e segundo ciclos, é uma realidade na província da Huíla. Para a consolidação do ensino das línguas locais, 120 professores irão a partir desta segunda-feira até 1 de Fevereiro próximo beneficiar de formação nas línguas Nyaneka-Humbi, Umbundu e Ngangela.


Rui Sabino, professor de Ngangela, saudou a iniciativa: “Essa iniciativa é bem-vinda, durante muito tempo não estávamos a valorizar as línguas nativas”.

Para Manuel Changoka, professor de uma das variantes da língua Nyaneka-Humbi, o modelo vai trazer vantagens no processo de ensino e aprendizagem sobretudo para as crianças:

“Uma vez eu estava na minha escola a dar aulas na pré em português e veio lá um professor de língua portuguesa fazer levantamento, eu estava a fazer um desenho de um fogareiro, então o professor pergunta: isso é quê? As crianças responderam: omantya. Ele então virou-se para mim e disse omantya é quê? É fogareiro. Porque que não ensinas as crianças na sua língua? Não há autorização! Agora que há autorização estou a gostar muito?"

E o governo garante ter condições para capacitação dos docentes nas três línguas locais. O coordenador de inserção das línguas nacionais da Direcção Provincial da Educação na Huíla, Ezequiel Kambindangolo, fez saber que o processo na Huíla está em consolidação, o objectivo é generalizar o ensino: “ Temos Umbundo na escola de formação de professores ex-IMNE, temos também lá Nyaneka, temos no Magistério Primário, mas com um número muito reduzido de Umbundo e Ngangela, e assim de uma forma geral estamos na fase da consolidação, o nosso objectivo é alargarmos criarmos condições para um dia irmos para a generalização”.

Nyaneka-Humbi e suas variantes, Umbundu e Ngangela, nesta ordem, são as línguas locais mais faladas no espaço que compreende a província da Huíla. A introdução das línguas nacionais surge no quadro da Lei 13, de 31 de Dezembro de 2001, do sistema de educação angolano que dá lugar à reforma educativa e consequente inserção das línguas do país no sistema de ensino.

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