À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Cananga mo ceci: olongombe vipokola komunu; omunu ka pokola kwisya yaye"

"Cananga mo ceci: olongombe vipokola komunu; omunu ka pokola kwisya yaye" (O que me complica é que o boi é obediente ao ser humano; o ser humano desobedece ao próprio pai) - da música "Nakalngu" de Kupeletela.

2."Nda Sala Ulika" - by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

3."Tchamãle okutala" - by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

"Nakalungu"- by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

sábado, 12 de outubro de 2013

Sábado de sol aberto, no lazer fotografando barragem do Biópio

O topónimo BIÓPIO, comuna do agora município da Catumbela, é corruptela de “VIHÔPYÔ”, nome Umbundu para uma espécie de parasita veluda que resulta da coabitação entre humanos e animais domésticos, muito comum nos lares rurais. Outra curiosidade, a localidade é também chamada de “KAMBUNDU” pelos naturais (ou nativos, para usar aqui designação da época colonial referente a populações não assimiladas), sendo “kambundu” neste contexto uma espécie de infecção que se assemelha à sarna e que afecta o couro cabeludo. Portanto, deve haver peste na origem do Biópio (Vihôpyô).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Uma toponímia sem memória própria

O regime colonial, que tanto mal às nossas línguas e à estrutura familiar dos nossos avós fez, manteve o "K" de Katombela, talvez por reconhecer que se trata de palavra com origem em outro idioma de matriz Bantu (não forçosamente latina). Quando somos já soberanos, em pleno século 21, ouvimos falar de um projecto de lei do Ministério da Administração do Território em "dizimar" o "K", "Y" (e porque não o "W") na toponímia. Assim, o KK de Kwandu-Kuvangu passa para o museu, que o que manda mesmo é o "C", tal como em Kanjala. Como digo, de tão iguais que nos esforçamos enquanto herdeiros da assimilada civilização, perdemo-nos. Para que serve o esforço no ensino das línguas nacionais no sistema formal, se aos poucos se legitima oficialmente a aniquilação da memória destas? Segue-se uma matéria sobre o assunto

Nova toponímia do MAT é ilegal
23-09-2013 | Fonte: Jornal OPAÍS
A nova toponímia da divisão político-administrativa de Angola, lançada recentemente pelo Ministério da Administração do Território (MAT), ainda não tem qualquer suporte legal para a sua implementação, segundo declarações prestadas a O PAÍS pelo director do Centro de Documentação e Informação (CDI), deste órgão, Antunes Guanje.

O documento, elaborado pela Direcção Nacional de Organização do Território (DNOT), que pretende devolver a toponímia antiga a várias localidades (municípios e comunas), só será aplicado depois de ser aprovado pelas autoridades competentes, mormente o Conselho de Ministros, segundo Antunes Guanje. “Ainda nada está oficializado, se calhar o documento carecerá de mais contribuições”, resumiu. 

Segundou apurou O PAÍS, os estudos feitos sobre a toponímia, basearam-se na uniformização da grafia sobre a divisão política e administrativa do país, segundo um documento enviado a este jornal em Julho do ano em curso pelo Centro de Documentação e Informação. De um total de 161 municípios que constituem a carta geográfica do país, à excepção da província de Luanda, a maior parte alterará a sua grafia actual.

Como publicou O PAÍS, na sua edição de 23 de Agosto, a nova grafia do MAT extinguirá letras como o “K”, que é usado na escrita do nome de vários municípios e comunas. Haverá também a aglutinação de vários nomes, que na actual grafia não se faz sentir. A maior parte destes nomes deriva de línguas nacionais.

Aliás, após à conquista da Independência Nacional, em 1975, muitas localidades que tinham nomes aportuguesados voltaram a ter os seus nomes originais um pouco por quase todo o país. A devolução de uns e a aplicação de novos nomes basearam-se em factores histórico-culturais e políticos de cada região do país. Como é o caso da legendária cidade de Mbanza Congo, que com a chegada dos portugueses passou a designar-se de São Salvador, o Soyo, como sendo Santo António do Zaire. Menongue (Venongue), Serpa Pinto, Nankova, ex-Vila Nova de Armada. 

EXCERTO


(...) Certa vez, abriu a cabeça a uma pioneira, o que a fez passar à vítima. E como Ndulu era todo azares, as queixas caíram nas mãos do Camarada-professor-kambuta-comunal. Severino Paulino, de seu nome completo, chegava a ser severo a dar com pauzinho.
— Quero aqui a tua mãe amanhã, Ndulu!
— Não vai dar, camá-prussó.
— Não o quiêêê?
— Não vai dar. A mamã está incomodada. — mentiu, com cara de meter pena, esperando ser perdoado. Inventou a doença da mãe. Tinha vergonha de ser vista pelos colegas, por causa daquele problema do lixo nos dentes e só falar Umbundu. Mas o resultado lhe saiu pior que a emenda. O Camarada-professor-kambuta-comunal era mesmo duro.
— Então traz o papá, como é você então?!
— Não tenho, camá-prussó, a minha mãe é hortelã…

Uma rajada de gargalhadas ensurdeceu a turma. Ndulu quis dizer que a mãe era viúva, substantivo que, à semelhança de hortelã, em Umbundu se diz "ocimbumba". Mas viúva era palavra rara nos livros da primária, vai daí ser por ele desconhecida. A gargalhada prolongou-se com a cumplicidade do professor, deixando Ndulu acabrunhado. Depois, silêncio. Outra vez risadas. Ouviu-se do fundo da sala uma voz indisciplinada (...)

Gociante Patissa, trecho do conto MINHA MÃE É HORTELÃ, um dos 13 que compõem o livro de contos FÁTUSSENGÓLA, O HOMEM DO RÁDIO QUE ESPALHAVA DÚVIDAS, já no prelo, com publicação provável em 2014

PS: a da foto é uma tia minha, nada tendo a ver com o texto, que é ficção pura.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Omwenge, ekapa ale ocitina, epungu, utombo

cana-de-açúcar, batata doce, maçaroca, mandioca

trecho do conto FÁTUSSENGÓLA, O HOMEM DO RÁDIO QUE ESPALHAVA DÚVIDAS, um dos 13 que compõem o livro de contos com o mesmo nome, já no prelo, com publicação provável em 2014

(...) Se dependesse da mãe, ele teria outro nome de registo, qualquer um que não fosse Virgulino Kaendangongo. A mulher sabia minimamente a função gramatical de uma vírgula, aquele pontinho arqueado para trás, que a tudo torna inconclusivo.Entrava também nos debates do casal o presságio em Kaendangongo, que na língua Umbundu significa eterno sofredor. Que mãe auguraria isso para o próprio filho? Seu marido, porém, tinha outra tese proverbial, a qual defendia com efusiva contumácia: «ka mwinle ongongo ka kolele» (quem não sofreu não amadureceu). Assim sendo, filho seu, porque talhado a singrar, faria do sofrimento parte de sua identidade. (...) - Gociante Patissa