À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 26 de março de 2014

Akulu valinganga hati: "NDA O KASI KUWA, KUVI KA PASULE KO." (Umbundu)

Akulu valinganga hati: "NDA O KASI KUWA, KUVI KA PASULE KO." (Umbundu) - Os mais velhos disseram: SE ESTÁS NO LADO DO BEM, HÁ QUE IR VISITANDO O LADO DO MAL (ou seja, Se ESTÁS NA FARTURA, É BOM EXPERIMENTAR DE VEZ EM QUANDO O LADO DA ESCASSEZ).

PS: partilhado por Luis Kandjimbo através do grupo ETUMBULUKO LYE LIMI LYUMBUNDU. Tradução minha

terça-feira, 25 de março de 2014

"VULEÑE MWAPWA" (expressão Umbundu)

"VULEÑE MWAPWA" (expressão Umbundu) - reservatório vazio. 
Enquadramento: Uleñe é geralmente uma panela grande, de barro ou não, onde se guarda a fuba (farinha de milho ou mandioca). Diz-se quando se regista um vazio, como por exemplo de ideias ou de forças. É como me sinto agora, foram-se as ideias. Ou seja, "Vuleñe mwapwa" hahahaha

segunda-feira, 24 de março de 2014

ORATURA: "Kanjende nda oluka omõla waye, ove yevelela" (máxima Umbundu)

"Kanjende nda oluka omõla waye, ove yevelela" (máxima Umbundu) - Quando uma experiente mulher dá nome ao seu recém-nascido, você deve ficar atento.

Enquadramento: entre os ovimbundu, tal como ocorre em vários outros grupos étnicos de matriz Bantu e pré-Bantu, o nome próprio, que pode também ser herdado do xará, é na verdade sempre carregado de significado. Pode ser um provérbio, marco de um acontecimento, um receio ou forma de responder ou desafiar os deuses. Vou colocar na secção dos comentários matérias sobre o assunto, elaboradas no contexto dos blogues e do Jornal Cultura.

sábado, 22 de março de 2014

"Ku kalile/ sanga ame ndililavo/ ndicuhinlã/ ciñokela ekaka" (Umbundu)

"Ku kalile/ sanga ame ndililavo/ ndicuhinlã/ ciñokela ekaka"(Umbundu) - Não chores/ senão eu choro também/ se me calo a isso/ dá-me nó na garganta (angústia).

Excerto da musica "Trititi", do já falecido Viñi-Viñi, do Huambo, nome artístico que corresponde a Etc., Etc. A música saiu mais ou menos em 2002/3, referindo-se ainda à dor de um pai que nada tinha para dar de comer à sua criança, a quem deu o nome de Trititi, por sua vez uma onomatopeia ao som de tiroteios de guerrilha.

quinta-feira, 20 de março de 2014

"Vimo vepya" (aforismo Umbundu)

"Vimo vepya" (aforismo Umbundu) - No ventre de mãe é na lavra.
Enquadramento: diz-se quando filhos de uma mesma mãe apresentam diferenças, quer físicas, quer comportamentais, um paralelismo com a variedade de espécies que geralmente caracteriza um cultivo.

segunda-feira, 17 de março de 2014

"U halimi upewa ovipungu, u hatumbi onongombe upewa omalungangundi /omphembe"- (adágio Nyaneka-Nkhumbi)

"U halimi upewa ovipungu, u hatumbi onongombe upewa omalungangundi/omphembe"- (adágio Nyaneka-Nkhumbi)

-Tradução: a quem não cultiva deve-se oferecer sobejos de mantimentos, a quem não gosta de criar bois deve-se oferecer restos de leite azedo.
(colhido por Ovídio Pahula, in 'No Fundo da Pedra Há Um Tchingono, pág 23. Brigada Jovem de Literatura-Kunene. 2006)

sábado, 15 de março de 2014

"Ukombe vonjo ka li esala, mwenle yimbo wolyavela"

"Ukombe vonjo ka li esala, mwenle yimbo wolyavela" (aforismo Umbundu) - O hóspede não come o ovo, foi-lhe cedido pelo anfitrião.

Enquadramento: ao julgarmos o recém-chegado, há que apurar as responsabilidades do anfitrião.

"Ekunde ku alile ka lyukufeli vimo"

"Ekunde ku alile ka lyukufeli vimo" (adágio Umbundu) - Não te causa indigestão o feijão frade que não comeste. 

Enquadramento: se não cometeste o erro, não tens que ter peso de consciência ou temer consequências.

"Ku nununle, ku ende uteke; kuna waile okayevala" (aforismo Umbundu)

"Ku nununle, ku ende uteke; kuna waile okayevala" (aforismo Umbundu) - não andes pela noite nem pela ponta dos dedos do pé; notícias de onde foste sempre virão. 

Enquadramento: é inútil escamotear a verdade; mais tarde ou mais cedo, ela vem à tona.

Por estas e por outras razões, tenho o grato orgulho de ter sentado na carteira para aperfeiçoar o meu inglês (sobretudo a pronúncia) na Nancy's English School, onde completei o 6º estágio, ainda no ano de 2005.


Sim, para quem estiver em Benguela e se importa (pode) investir nos conhecimentos, aconselho uma visita ao centro da minha amiga Nancy A. Gottlieb, ali pelo jardim do Consulado Português.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Metáforas de um velho indignado para o genro violento

"Kocila ño oko ka twendi, pwãi oñoma kulo yiyevala" (Umbundu)
Literalmente: Só à arena é que não vamos, mas o ritmo do batuque chega até nós. 

Enquadramento: Apesar de não termos o hábito de frequentar o vosso lar, estamos inteirados dos teus excessos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

"Wakwimbila ombunje wakukulihinlã okuyakela" (adágio Umbundu)

"Wakwimbila ombunje wakukulihinlã okuyakela" (adágio Umbundu)

Literalmente: quem te atira a bola conhece em ti habilidades para agarra-lá.
Enquadramento: quem te lança um desafio ou delega responsabilidade tem das tuas valências.

segunda-feira, 3 de março de 2014

"Nda omõla kwo longisile, ha wove ko; etimba lyaco lyove, pwãi olondunge vyaco ha vyove ko"

"Nda omõla kwo longisile, ha wove ko; etimba lyaco lyove, pwãi olondunge vyaco ha vyove ko" (Umbundu) - Se não ensinares a criança, não é tua; o corpo é teu, mas o juízo não. 

De um cristão ao programa do amigo Antonio Firmino Antonio, Rádio Lobito, há pouco. Tula!

sábado, 1 de março de 2014

Ao Exmo Senhor Ministro da Administração do Território

Excelência, quando a imprensa escreve Cuanza sul, no lugar de Kwanza Sul, como aliás está no dinheiro, está a corrigir ou a perpetuar uma confusão resultante precisamente da falta de actualização da grafia das línguas Bantu? Qual é a opinião dos Instituto de Línguas Nacionais e do Ministério da Cultura? Não será arriscada, Excelência, essa ideia institucional de que nos vamos reger pela falta de norma?

Angola, repito, entenderá um dia que reside na investigação a chave para a solidez de medidas. Até lá, ficaremos atados ao improviso, ao que a imprensa vende, aos paradigmas nem sempre razoáveis herdados do poder colonial. E os milagreiros de costume nada fazem para encurtar a distância entre as elites e a sabedoria popular. Seria para isso que conquistamos a independência?

Onenlehõ

Kupeletela

6h15 da manhã, sábado, já se foi o sono. Na vizinhança, outra vez em alto volume, toca "nakalungu", estilo sungura, da autoria de Kupeletela, rapaz do Bocoio, que divulga aforismos e adágios em Umbundu. Não me devo chatear, já sei, pois a música é de alguém, como eu, bisneto de Patissa Maliyanu

Alguns trechos: "nakalungu/ nakacekele/ cukwavo olya/caye osoleka (...) cananga mo ceci/olongombe vipokola komunu/omunu ka pokola kwisya yaye/ la ina yaye" (o espertalhão é dinâmico, guarda o que é seu para comer o que é do outro (...) o que me deixa perplexo é que o boi obedece ao ser humano, o ser humano desobedece ao pai e à mãe"