À VENDA NOS SEGUINTES LOCAIS

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sábado, 27 de outubro de 2012

O debate cantado em “Nãwã walya ombambi”

(Refão)
Nãwã walya ombambi
Ka nyihinleko
Olonjo tulisungwe
Nãwã walya ombambi
Ocipepi eci!

Ndalya ombambi
Salile ohombo
Ndalya ombambi
Salile ohombo
Avoyo!

(Refão)
Nãwã walya ombambi
Ka nyihinleko
Olonjo tulisungwe
Nãwã walya ombambi
Ocipepi eci!

Estamos em presença da canção enquanto mecanismo de protesto ou sátira social. Este tema encaixa-se na dança “ukongo”, a qual homenageia figura do caçador. A letra enaltece virtudes do marido valente no âmbito da distribuição de papéis. Assim, temos no refrão uma senhora que se queixa de alegada avareza de sua cunhada, o que na tradução livre do original Umbundu fica: “A cunhada veado comeu / comigo não partilhou/ e somos vizinhas/ a cunhada veado comeu/ (…) tão próximas que nossas casas ficam uma da outra!”. Já em resposta, a cunhada diz: “Veado comi/ cabrito não foi/ Veado comi/ cabrito não foi/ ora essa!”. Ou seja, comi carne de caça, que custou ao meu marido sacrifício. Que vá o seu marido caçar também.

Gociante Patissa, Benguela 27 de Outubro de 2012

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